papilon

seria tempo de mostrar?

todos escrevem…

cada qual tentando fugir do casulo da própria insignificância.

Mariposas aos olhos alheios. Fruto, resultado, obra, produto .

de que adianta?

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b.u.n.

Era uma vez alguém que se cansou de escrever redemoinhos no próprio umbigo.

buracumbigonegro

….mas como escapar se essa era sua fuga?

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In-tensão

enho tendido ao confuso. Mas me agrada a ideia da escrita como acontecimento, como possibilidade de transformar em perene algo do fluxo confuso do pensamento. A escrita em carta, ainda mais.

O papel em branco me deixa tenso. Penso em escrever a caneta, mas ela teima em grafar o coeso, seu tempo de escrita caminha para uma reelaboração do pensado. Volto parao frênesi do teclado.

Tenho buscado compreender a arte de forma não dicotômica, como totalidade. Explodir conceitos, sem que tudo vire qualquer coisa e vide o verso. Tenho tentado enxergá-la (a arte) assim, sem com isso esquecer que um processo histórico de génese-transformação muda, configura e questiona, tanto conceito, como conceituado, como conceituadores.

O teatro, me parece, caminhar de uma totalidade ritual(carnavalesca-festiva) para uma dicotomia – essencial para o próprio teatro – alguém que faz em oposição a alguém que vê. O que sinaliza para a compreensão de arte como obra, na medida em que é arte o que o espectador (quem vê) sente/vive/experiencía como arte. Arte enquanto uma relação estabelecida entre produto e receptor.

Equanto que a expressão pela arte ou capacidade/legitimidade de utilizar a arte como forma de expressão estaria reservada a alguns poucos: artistas, eis seu/meu título. Aqueles que fazem da produção artística seu trabalho. Me interessa estudá-los pelo lazer. Nossos corações profudamente modernos tendem a categorizá-lo (o lazer) em oposição ao trabalho, estabelecendo uma relação de menos valia de um para com o outro, criando novas/velhas dicotomias. Proponho: Lazer como possibilidade de construção criativa da vida, não como consumo alienante.

Não me interessa se é lazer para quem assiste ou trabalaho para quem faz pois não me interessa essa divisão. Me interessa a compreensão do acontecimento artístico como totalidade, como produtor (e produto) de símbolos coletivos que podem mudar algo.

Me interessa viver-construir-apresentar experiencias artísticas como possibilidades de um diálogo empírico com minha atual incursão acadêmica. Me interessam algumas fronteiras esfumaçadas entre arte e ciência. Me interessa a possibilidade de mudança pela provocação, pela produção de sentidos que não cabem extamente/conceitualmente em gavetas pré-definidas.

O teatro foge do lazer e o lazer foge do teatro em relações permeadas por preconceitos mútuos. [Eu acabo no meio, entre-cochetes, puxando um pouco de cada cavalo que sisma em tentar correr para o outro lado]

…e em meio ao meu meio, meu preconceito pelo conceito de arte ativista, quebrado ou desestruturado pela “ementa” do Núcleo 2.

Se não o curso, já me valeu a carta.

Grande abraço

Gregório.

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23/02/12 – Reconquistar

Tentando reconquistar minha escrita.

De que é feita?

Para onde corre? [será que algum dia lerei o que tenho escrito?]
Será que para isso serve? [se é que de servir se trata…

Me pergunto das diferenças entre as escritas: mão-máquina-computador. Como se o teclado escrevesse antes do próprio raciocínio se dar conta. Cru, lógico e repetitivo. A escrita a tinta tem seu charme.

Para que serve a escrita de um projeto? Para dizer de algo que faremos, para dizer de uma pequisa que faremos.

Qual pesquisa?
Como farei essa pesquisa?
Quem sou eu para fazer essa pesquisa? De onde venho e porque quero fazer isso?
Qual a importância dessa pesquisa para os outros?

e se eu contasse como quem canta uma história? uma história em segredo… somente eu saberia.

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Lazer – Teatro – Antropologia

” Mas com assim estudar o teatro em um mestrado interdisciplinar em Lazer através da Antropologia?”

“esse é o meu ensaio…”

 

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